Como fazer a gestão ambiental em indústrias automotivas?

Como fazer a gestão ambiental em indústrias automotivas?

As questões ambientais ganharam mais espaço dentro das empresas e, no setor automotivo não poderia ser diferente. Para as montadoras, estabelecer estratégias de sustentabilidade durante o processo produtivo é uma vantagem competitiva, além de melhorar a imagem da empresa e contribuir com a redução de custos.

Implantar uma política de gestão ambiental nesse segmento é essencial, pois o processo produtivo das indústrias automotivas pode gerar muitos impactos no meio ambiente, desde o consumo de energia até a geração de efluente líquido residual de tinta e outros produtos químicos.

Licenciamento ambiental é obrigatório

Exigido para toda e qualquer empresa funcionar, a o licenciamento ambiental é fundamental também no setor automotivo. Ela estabelece as regras, condições, restrições e medidas de controle ambiental a serem seguidas pela empresa. 

O licenciamento ambiental é obtido por meio de três etapas: a licença prévia – que define a viabilidade ambiental da atividade e estabelece as condições de preservação ambiental na localidade onde a empresa vai atuar; a licença de instalação – que autoriza o início da construção do empreendimento e a instalação dos equipamentos; e, por fim, a licença de operação – que permite o funcionamento do empreendimento.

A gestão de resíduos da indústria automotiva

A Lei 12.305/2010, conhecida como Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS estabelece os parâmetros para a gestão de resíduos sólidos e responsabiliza as empresas geradoras pela destinação final ambientalmente correta.

Na indústria automotiva, a coleta, o transporte, o tratamento e a destinação adequada dos resíduos – baterias, óleos lubrificantes, pneus e produtos eletrônicos – é obrigação das empresas, que devem também estruturar e implementar sistemas de logística reversa.

Na logística reversa, o produto ou parte dele, após ser consumido, retorna para a fabricante por meio de distribuidores ou lojas credenciadas. A indústria, ao receber o item, fará a reutilização ou o correto descarte do mesmo, resultando em uma menor produção de lixo, que ajuda a preservar o meio ambiente.

Para isso, é fundamental possuir um PGRS – Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, documento exigido para o licenciamento ambiental. Ele atesta a capacidade da empresa de gerir de modo ambientalmente correto todos os resíduos que gera. 

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Certificação ambiental no setor automotivo

Outro documento exigido para a indústria automotiva é o CADRI (Certificado de Movimentação de Resíduos de Interesse Ambiental), que garante o tratamento ambiental adequado dos resíduos. Ele é emitido pela CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), que aprova o encaminhamento de resíduos de interesse ambiental a locais de reprocessamento, armazenamento, tratamento ou disposição final.

O certificado é uma ferramenta de fiscalização exclusiva do Estado de São Paulo, que atende à Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS, bem como à Política Estadual de Resíduos Sólidos presente na Lei Estadual 12.300/2006, exclusiva no Estado de São Paulo. 

Como implementar a Gestão Ambiental e de Resíduos?

Para apoiar as indústrias automotivas nessa questão, o ideal é que seja contratada uma empresa de consultoria ambiental, pois possuem expertise e profissionais credenciados para regularização e gestão de documentos ambientais em geral, inclusive os relacionados a resíduos.

A CG Ambiental é uma consultoria com ampla experiência na área, possuindo competência para a elaboração dos documentos citados e atuação na gestão ambiental. Para tirar mais dúvidas sobre a gestão ambiental em indústrias automotivas ou solicitar um orçamento, entre em contato.