Por que comemoramos o dia da Floresta e do Clima juntos
13 de novembro de 2021

Por que comemoramos o dia da Floresta e do Clima juntos

A estiagem cada vez mais intensa no centro do sul do país tem ligado o alerta vermelho para a segurança hídrica

Na região mais populosa do Brasil a falta de água tem sido manchete recorrente nos meses de inverno a cada ano que passa.

Na região de São Paulo principalmente, os reservatórios são fonte de abastecimento para muitas cidades gerando uma sobrecarga de abastecimento. Soma-se a isso o assoreamento das bordas dos rios e lagos e a falta de proteção das cabeceiras e nascentes dos rios, o resultado tem sido uma sensação de que a água literalmente evaporou. 

A água estaria acabando?

Na verdade não. A água potável é um recurso considerado limitado por ser apenas 1% do total da água disponível nesse grande planeta azul, composto em 70% por água salgada. 

O que acontece nesses fenômenos de escassez anualmente presenciados ano após ano é uma mudança do fluxo de água dentro do ciclo hidrológico. Uma alteração no regime de chuvas que pode sim ter a ver com redução da área de Floresta na Amazônia.  

Pensando nisso, em 2007, uma Lei Estadual de Mudanças Climáticas do Amazonas instituiu o dia 07 de novembro como o Dia da floresta e do Clima. A lei se fundamenta no fomento ao diálogo entre especialistas e gestores ambientais sobre a importância do bioma Floresta no equilíbrio climático do planeta. 

A conservação da floresta evita a grande liberação de CO2 na atmosfera e garante, através da evapotranspiração que o ciclo hidrológico se sustente. Além do regime de chuvas, a alteração da temperatura, a qualidade do ar e a saúde do planeta e, consequentemente do ser humano também são diretamente impactadas pela alteração nas florestas. 

O vapor de água gerado na Amazônia, por exemplo, é transportado pelas massas de ar, impactando no clima das demais regiões do Brasil, principalmente as regiões SulSudeste, como aponta o estudo Rios Voadores, coordenado pelo engenheiro e ambientalista Gérard Moss.

Por isso toda supressão vegetal, mesmo não sendo na Amazônia deve ser acompanhada pelos órgãos ambientais e assistida por empresas especializadas, para que os níveis de umidade sejam sustentados pelos núcleos de floresta em APP’s, por exemplo. 

A CG Ambiental oferece serviços de produção de laudos, estudos de viabilidade de supressão vegetal, mitigação de impacto ambiental e definição de compensação ambiental, entre outros. Isso porque entende que toda floresta é importante, e zela pela qualidade de vida em todas as instâncias. Saiba mais.

Ler mais artigos